segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lagrimas Insanas e um pouco mais...



    Ontem eu chorei. Cheguei cansada, por dentro e por fora. Desidratada de tantas lágrimas, joguei meus sapatos em qualquer canto, me encostei atrás da porta e chorei. Não sei quantas horas fiquei ali, olhando fixo pra uma parede cor de rosa, sem coragem nem força pra levantar. Já não sei dizer se a ficha que não caia ou se eu quem não queria que ela caísse. E no meio de tanto sentimento, tanta dúvida, tanto medo, eu só consegui chorar. Sim, eu fiz aquilo que os covardes que tem medo de lutar pelo que mais querem fazem: Chorei! Meu deus, como eu chorei. Chorei até a cabeça doer tanto que nenhum comprimido resolvesse. Chorei pra valer, até que meu rosto ficasse inchado e confundível com o da Hebe Camargo. Chorei desesperadamente, como se tivesse sido infectada por um zumbi prestes a me transformar. Isso. Exatamente isso. Porque fui infectada, muito antes do primeiro toque. E assim como a mordida do zumbi, já não tem mais volta. Por mais que eu corra ou fuja, continuará aqui, impregnado em mim. E assim como um zumbi, ficarei vagando pelas ruas frias da cidade, perdida, sem rumo e vazia. Vazia sim. Porque quando você parte, leva tudo de bom que eu tinha junto, deixando apenas a dor...
    Ontem eu chorei. Hoje eu choro. E amanhã vou chorar de novo. E não chorarei apenas esses dias. Não. Eu chorarei rios por semanas, meses e quem sabe até anos. E sabe por que eu chorei? Chorei porque feri alguém. Chorei porque fui ferida. Chorei porque a ferida arde e vai rasgando, como a lamina afiada e quente passando na pele e entrando até o mais fundo da dor que a causou. Chorei porque era tarde demais, Chorei porque tinha chegado a hora. Chorei porque eu não queria acreditar. Chorei porque cigarro, álcool e sorvete de chocolate não me acalmam mais. Céus, sorvete de chocolate...
    Ontem eu chorei porque tratei como prioridade quem me tratava como segunda opção. Chorei porque dei mil chances para o cara “errado” ter várias versões de como me dar um pé na bunda. Chorei porque eu desconfiei de tudo, mas preferi confiar. Chorei porque ia contra todos os meus princípios, mas ainda assim eu não queria dizer adeus. Chorei por todas as vezes que discuti com as pessoas ao meu redor pra me deixarem em paz com meu amor virtual e meu celular. Chorei porque eu assisti essa história antes e atirei pedra nos protagonistas. Chorei por todas as vezes que me cobraram dele e eu não sabia o que responder...
    Ontem eu chorei porque eu senti raiva e o culpei por não ter me poupado de tudo isso. Chorei porque eu sei que no fundo nada poderia ter sido evitado e não tem culpados. Chorei porque eu queria conversar e não sabia como. Chorei porque sem aquele bom dia o meu dia fica tão cinza e vazio. Chorei porque passo horas vendo as fotos e os vídeos dele e dói tanto. Chorei porque sinto saudades, quero ver e não posso. Chorei porque de tantas formas certas de amar eu escolhi a errada. Chorei porque não tem como ser inteligente emocionalmente quando o tesão e o encantamento te cutucam lá no fundo. Chorei porque tenho medo de lutar pelo que eu realmente quero.
    Chorei porque chega um momento em que a única coisa que nos resta é chorar...

É... Ontem eu chorei. Chorei porque já é hora de partir, mas eu não quero!! 

- J.B. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Automutilação... Minha versão..



Não gosto quando me olha desse jeito. Com esses olhos me mutilando inteira. Me sinto mal. Me sinto machucada. Me sinto sangrando por dentro, sem parar. Conheço essa expressão em seu rosto. Ela me julga. Não gosto desse olhar. Nem mesmo este tom de voz. As vezes você me fere, apenas com um olhar. As vezes aquelas palavras ficam ecoando em minha mente, uma a uma. Elas acabam com meu bem estar. As vezes, antes de dormir, fico recordando sua expressão, seus gestos, meu silencio. Os cortes que me faço já não cobrem mais as feridas que você já me causou. O sangue quente que escorre pelos meus braços e pernas clamam por paciência. Tua rispidez, teu descaso. Tua palavras impensadas geram consequências mortais que só eu sinto.  Fraqueza se tornou meu nome. Medo meu sobrenome. Não sinto vontade de levantar. Não quero acordar. Me recuso a viver nesta tortura. Me vejo a vagar, vagar... Vegetar. 

- JB

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Corpo e Alma



Eu me apaixonei! 
Mas não porque você é bonito, se veste bem ou tem um emprego bom. 
Eu me apaixonei foi pelo teu cheiro, pelo tom da tua voz, pelo teu jeito de sorrir. 
Eu me apaixonei pelas tuas brincadeiras, pelo jeito que me olha e principalmente pelo sentimento que me surge quando estou perto de você. 
Me apaixonei pelas tuas gírias, teu abraço forte, pelo jeito que você me toca... 
Eu não me apaixonei por você porque você domina um instrumento musical, mas sim pelas caretas que você faz quando o toca. 
E sabe... Eu não vou me apegar a tuas peculiaridades, aonde você mora, com quem você mora, e o que você faz. 
Também não irei te cobrar aquilo que você não pode me dar. 
Só desejo que quando estiveres aqui, em meus braços, que sejas você. 
Completamente você. 
Inteiramente você. 
De Corpo e Alma. 
Por favor, não me apareça pela metade. 
Não quero saber sua música favorita, mas exijo que você saiba a nossa trilha sonora. 
Não quero saber a marca do seu perfume desde que você se lembre de mim quando sentir minha fragrância sendo usada por ai. 
Não quero saber seu endereço, se você souber como me encontrar... 
Eu não quero saber o quanto você ganha. 
Quero saber se você ganha o dia quando está comigo!!  

- J.B.